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Jair Bolsonaro testa positivo para covid-19

terça-feira, 7 de julho de 2020

Jair Bolsonaro testa positivo para covid-19

Desde que começou a ter os sintomas, Jair Bolsonaro tem tomado hidroxicloroquina, na esperança de não desenvolver a forma grave da doença.

Com informações do UOL, em São Paulo

O presidente ressaltou que está tomando as medidas de isolamento para evitar a contaminação com outras pessoas - Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou positivo para covid-19. A revelação foi feita na manhã de hoje (7) pelo próprio chefe do Executivo, em entrevista à TV Brasil. Segundo declaração de Bolsonaro, ele sentiu alguns sintomas da doença e fez o exame em Brasília. O resultado foi divulgado no fim desta manhã, disse o portal UOL em São Paulo.

"Começou domingo, com uma certa indisposição, se agravou na segunda-feira, com cansaço, indisposição e febre de 38 graus. O médico da presidência, apontando a contaminação por covid-19, fui fazer uma tomografia no hospital. Equipe médica decidiu dar hidroxicloroquina e azitromicina. Como acordo muito durante a noite, depois da meia-noite senti uma melhora, às 5 da manhã tomei a segunda dose e estou me sentindo bem", disse Bolsonaro.

Bolsonaro afirmou que estaria bem se tivesse tomado hidroxocloroquina como uma forma de prevenir a doença. O remédio não tem eficácia comprovada.

"A população contaminada não sente absolutamente nada. Eu tive um mal-estar, se tivesse tomado a hidroxicloroquina de forma preventiva, eu estaria sem apresentar reação", disse.

Em nota oficial, a Secretaria Especial de Comunicação Social disse que o estado de saúde do presidente é "bom".

"O resultado do teste de covid-19 feito pelo presidente Jair Bolsonaro na noite dessa segunda-feira, 6, e disponibilizado na manhã de hoje, 7, apresentou diagnóstico positivo. O presidente mantém bom estado de saúde e está, nesse momento, no Palácio da Alvorada", disse o comunicado.

Ministros fazem teste para covid-19

Nomes do governo que tiveram contato com o presidente nos últimos dias também fizeram exames para detectar a doença. O ministro da defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, estão entre os que realizaram os testes.

No último sábado, Bolsonaro participou de um almoço ao lado do embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, em Brasília. Ele foi acompanhado por ministros e posaram para fotos sem máscara. O governo dos EUA confirmou que Chapman passará por teste para verificar se está com covid-19.

Resistência a divulgar resultados

Desde que retornou dos Estados Unidos, em março, o presidente e sua comitiva fizeram exames para covid-19. O grupo que acompanhou o presidente aos EUA teve mais de 20 pessoas infectadas.

A covid-19 atacou até mesmo o principal conselheiro político do presidente brasileiro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. O primeiro a ser detectado com a doença foi o secretário de Comunicação do Planalto, Fábio Wajngarten.

Bolsonaro chegou a fazer três exames para a doença na ocasião e, durante meses, resistiu a divulgar os resultados. Somente em maio, após uma ação movida pelo jornal O Estado de S.Paulo, Bolsonaro revelou que usou pseudônimos para realizar os exames, que teriam atestado negativo.

 


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Cinco homens são presos por diversos crimes em Itarema no litoral Oeste do Ceará

Um dos homens foi preso na capital, entre os crimes praticados pelos acusados estão abuso sexual, receptação e tráfico de drogas. Um mandado de busca e apreensão foi expedido pela justiça

Com informações da SSPDS

A operação foi deflagrada com o intuito de cumprir mandados de prisão temporária contra suspeitos envolvidos diretamente em crimes de estupro, homicídio e tráfico de drogas cometidos na cidade do Interior Norte - Foto: Polícia Civil - Itarema

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia Municipal de Itarema, prendeu cinco pessoas e cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de um homem, que é suspeito de crimes sexuais. As prisões ocorreram, nessa quarta-feira (1º), em Itarema – cidade pertencente à Área Integrada de Segurança 17 (AIS 17) do Estado, e no bairro Vicente Pinzon, na (AIS 1) de Fortaleza. Durante as ações, um colete balístico, celulares, tablets e HDs foram apreendidos.

A operação foi deflagrada com o intuito de cumprir mandados de prisão temporária contra suspeitos envolvidos diretamente em crimes de estupro, homicídio e tráfico de drogas cometidos na cidade do Interior Norte. O primeiro a ser preso foi Carlos Cleiton Pereira Monteiro (33), com passagens por homicídio doloso, posse ilegal de arma de fogo e furto. Ele é investigado por um crime de homicídio que vitimou um homem em fevereiro deste ano na região. Após buscas, Carlos foi localizado no bairro Porto dos Barcos. A motivação do crime segue em investigação.

Dando continuidade às diligências, os policiais civis prenderam José Ranier Oliveira Xavier (30), com passagens por crimes contra a administração pública e acidente de trânsito. De acordo com levantamentos policiais, contra José Ranier havia um mandado de prisão por tráfico de drogas. Já no bairro Guajiru, ainda em Itarema, um homem de 64 anos foi preso após investigação das equipes policiais. O indivíduo é suspeito de estuprar a própria neta de 14 anos e outra criança na região. A Polícia Civil não identifica o suspeito, no intuito de preservar as vítimas.

Material apreendido durante uma das prisões - Foto: Polícia Civil - Divulgação

Ainda durante as ofensivas, Francisco Carneiro dos Santos (28) foi capturado na localidade de Torrões. Ele tentou fugir da ação policial, mas foi capturado pela Polícia Civil. Com ele, um colete balístico foi apreendido. Diante disso, Francisco foi conduzido para a unidade policial, onde foi autuado em flagrante por colaborar com o tráfico de drogas e pelo crime de receptação.

Já no Centro de Itarema, os agentes de segurança cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma residência, cujo proprietário é investigado por crimes sexuais. No local, um computador, tablets e HDs foram apreendidos para análise do material. O caso segue sob investigação da Delegacia Municipal.

Prisão na Capital

Em Fortaleza, equipes do 9° Distrito Policial (DP) deram apoio à operação policial e cumpriram um mandado de prisão temporária em desfavor de um homem de 27 anos suspeito de cometer estupro de vulnerável contra a sobrinha. A prisão ocorreu, nessa quarta-feira (1º), no bairro Vicente Pinzon (AIS 1) de Fortaleza.

De acordo com as investigações, o fato ocorreu no município de Itarema, em 2017, quando a vítima foi estuprada pelo tio. À época, a criança tinha oito anos de idade. Após o fato ser apurado, a autoridade policial de Itarema representou pelo mandado de prisão temporária por estupro de vulnerável em desfavor do indivíduo de 27 anos. Após a captura, o homem foi colocado à disposição da Justiça.

Denúncias

A Polícia Civil ressalta que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que ajudem na localização de suspeitos. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou ainda para o número (88) 3667-1300, da Delegacia Municipal de Itarema. O sigilo e o anonimato são garantidos.


"Por equívoco", procuradores de Curitiba gravaram conversas por quatro anos

Ainda de acordo com o documento, "por um equívoco operacional", as gravações permaneceram ativas "até o presente momento, vez que os usuários desconheciam a necessidade de solicitar expressamente o encerramento da gravação de seus próprios ramais".

Por Revista Consultor Jurídico

  Conversas foram gravadas desde 2016 - Foto: Divulgação

A procuradora-chefe do Ministério Público Federal no Paraná, Paula Cristina Conti Thá, afirmou em ofício que a autoproclamada "força-tarefa da lava jato" gravou conversas de procuradores, possivelmente com investigados e acusados, sem avisar ninguém. Os grampos ocorreram "por equívoco operacional" desde 2016.

O documento com a confissão, divulgado pelo site O Antagonista, foi enviado ao procurador-Geral da República, Augusto Aras, na última sexta-feira (26/6), depois que a subprocuradora-geral Lindôra Araújo fez uma visita de trabalho ao Centro de Processamento de Dados da Procuradoria da República do Paraná.

De acordo com Paula Cristina, a procuradoria no Paraná abriu licitação em 2015 para adquirir um "gravador de ramal PABX". O objetivo era gravar ameaças direcionadas a duas servidoras e a ao procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, segundo Thá.

"Uma vez instalado, no início do ano de 2016, o sistema foi imediatamente colocado à disposição de membros e servidores da força tarefa da 'lava jato' a fim de possibilitar, por necessidade, conveniência e a pedido de cada usuário, a gravação das ligações originadas ou recebidas de seus ramais institucionais", afirma o ofício.

Ainda de acordo com o documento, "por um equívoco operacional", as gravações permaneceram ativas "até o presente momento, vez que os usuários desconheciam a necessidade de solicitar expressamente o encerramento da gravação de seus próprios ramais".

O ofício afirma que o sistema não se presta a realizar grampos telefônicos, mas apenas registro de ligações realizadas exclusivamente por meio de ramais institucionais. Também diz que o contrato do pregão eletrônico de aquisição do equipamento prevê que não serão aceitas "soluções baseadas em espalhamento de porta do switch ou ligações diretas do DG (grampo)".

Por fim, Paula Cristina Conti Thá alega que o sistema adquirido pelo MPF-PR tem especificações similares a um que que foi comprado pelo Conselho Nacional do Ministério Público neste ano. Ocorre que o equipamento adquirido pelo CNMP tem menor potencial técnico. Já o dos procuradores de Curitiba pode ser utilizado para fins ilícitos, como grampos ilegais.

A procuradora-chefe não especifica quantos procuradores fizeram uso do sistema, diz apenas que foram gravadas as ligações de "um inexpressivo grupo de ramais, com destaque para aqueles à época utilizados pelos servidores Lucas Pauperio Henche e Maria Mairia Leite Carlos e pelo então procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima".

Visita de trabalho

Para omitir informações sobre seus métodos de trabalho, os procuradores afirmaram que Lindôra — responsável pelo acompanhamento de processos da "lava jato" em Brasília — quis ter acesso a procedimento e bases da dados da operação "sem prestar informações sobre a existência de um processo formal para isso ou sobre o objetivo da medida.

A PGR já sabe que os procuradores de Curitiba abriram mais de mil inquéritos nos últimos cinco anos, que não foram fechados. A "força-tarefa" adquiriu três equipamentos de interceptação e organização de gravações telefônicas (Guardião), mas dois deles sumiram. Grande parte do acervo de gravações acabou apagado no ano passado.

Em nota, Lindôra Maria Araújo disse que a visita foi previamente agendada e visava à obtenção de informações sobre o atual estágio das investigações e o acervo da "força-tarefa".

"Um dos papéis dos órgãos superiores do Ministério Público Federal é o de organizar as forças de trabalho. A visita não buscou compartilhamento informal de dados, como aventado em ofício dos procuradores. A solicitação de compartilhamento foi feita por meio de ofício no dia 13 de maio. O mesmo ofício, com o mesmo pedido, foi enviado para as "forças-tarefas" de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Os assuntos da visita de trabalho, como é o normal na 'lava jato', são sigilosos. A PGR estranha a reação dos procuradores e a divulgação dos temas, internos e sigilosos, para a imprensa."

Clique aqui para ler o ofício

Ofício 5825/20

Entidades entram com ação contra o governo brasileiro por ataques a jornalistas

A ação é assinada por Instituto Vladimir Herzog, Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Repórteres sem Fronteiras (RSF) e Artigo 19

Com informações do Sindjorce

Desde o mês passado, diversos veículos de imprensa, entre eles os grupos Globo, Bandeirantes e Folha, não enviam repórteres para cobrir as entrevistas concedidas pelo presidente no local - Foto: Divulgação

Entidades da sociedade civil protocolaram na terça-feira, 30 de junho, em Brasília (DF) uma ação contra a omissão do Governo Federal em promover medidas de segurança para garantir a atuação de jornalistas e comunicadores que cobrem as entrevistas do presidente Jair Bolsonaro na área próxima ao Palácio da Alvorada, popularmente conhecida como “cercadinho”.

A ação é assinada por Instituto Vladimir Herzog, Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Repórteres sem Fronteiras (RSF) e Artigo 19. O grupo é representado pelo escritório Aragão e Ferraro Advogados. A iniciativa surgiu a partir da Rede Nacional de Proteção a Comunicadores, projeto que reúne coletivos e organizações de todo o Brasil e que desenvolve estratégias para coibir os casos de violação à liberdade de expressão ao redor do país.

Desde o mês passado, diversos veículos de imprensa, entre eles os grupos Globo, Bandeirantes e Folha, não enviam repórteres para cobrir as entrevistas concedidas pelo presidente no local. A decisão veio após apoiadores de Bolsonaro, que dividem o mesmo local com os jornalistas, subirem o tom das ameaças e dos ataques contra os profissionais de imprensa.

Em resposta a uma reivindicação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) chegou a promover novas medidas de segurança e uma nova divisão dos espaços destinados a jornalistas e apoiadores do presidente, mas as iniciativas foram consideradas insuficientes.

O chefe do GSI, general Augusto Heleno, em conversa registrada pelo Grupo Bandeirantes, disse que não iria conter ameaças e agressões verbais, e que os jornalistas tinham que “fingir que não ouviram” ao serem ofendidos.

A ação lembra que os ataques a jornalistas não configuram um episódio isolado e que, desde a cerimônia de posse de Jair Bolsonaro e durante todo este ano meio de governo, foram registrados incontáveis relatos de tratamento abusivo do presidente, seus familiares, ministros e apoiadores contra profissionais de imprensa.

Segundo o texto da peça, a liberdade de expressão é um elemento indispensável para a construção e a manutenção de um Estado democrático de direito pleno, não apenas no que diz respeito à possibilidade de expressão em si, mas ao direito de captação e transmissão de informações, intrinsecamente relacionado à atuação de jornalistas e comunicadores, e ao direito da população de ter acesso a essas informações. Em outras palavras, a proteção aos profissionais de imprensa é, acima de tudo, uma garantia ao direito de liberdade de expressão, pilar fundamental para o bom funcionamento da democracia e condição necessária para o exercício da cidadania.

Diante da omissão do Governo Federal, as entidades mencionadas entraram com uma ação civil pública exigindo novas medidas de segurança para jornalistas e comunicadores atuarem no local. No processo, são citados como responsáveis por promover tais medidas o presidente Jair Bolsonaro; o chefe do GSI, Augusto Heleno; além do novo ministro das Comunicações, Fábio de Faria; e do chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Fabio Wajngarten.

Após ser protocolada, cabe agora à Justiça do Distrito Federal uma decisão sobre o juízo da ação.


Empresas têm até 15 dias para fornecer máscaras aos trabalhadores brasileiros

O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) oficiou todas as empresas de Comunicação do Estado acerca das portarias, solicitando reposta sobre a adoção das medidas preconizadas pelo Governo para garantir a segurança a categoria.

Com informações do Ministério da Economia e do Sindjorce


Publicadas no Diário Oficial da União (DOU) em 19 e junho, duas portarias conjuntas trazem medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Covid-19 nos ambientes de trabalho. Uma, de orientações gerais, é assinada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (Seprt-ME) e pelo Ministério da Saúde. A outra, específica para frigoríficos e laticínios, além das duas Pastas, tem a assinatura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Entre as orientações estabelecidas pelas portarias, estão o afastamento imediato, por 14 dias, dos trabalhadores que sejam casos confirmados ou suspeitos de Covid-19 e também daqueles que tiveram contato com casos confirmados da doença. No período, a remuneração deve ser mantida pela empresa. Se os empregados estiverem assintomáticos por mais de 72 horas e um exame laboratorial descartar o novo Coronavírus, é possível retornar ao trabalho antes das duas semanas.

O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) oficiou todas as empresas de Comunicação do Estado acerca das portarias, solicitando reposta sobre a adoção das medidas preconizadas pelo Governo para garantir a segurança a categoria. Desde o início da pandemia de Covid-19, a entidade sindical cobra a adoção rigorosa dos protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vez que as empresas jornalísticas são consideradas prestadoras de serviço essencial pelo decreto presidencial em vigor.

Orientações gerais

A Portaria Conjunta 20 traz as medidas necessárias a serem observadas pelas mais diversas organizações – exceto serviços de saúde, para os quais há regulamentações específicas –, de forma a preservar a segurança e a saúde dos trabalhadores, os empregos e a atividade econômica. O documento, porém, não determina ou autoriza a abertura de estabelecimentos, limitando-se a apresentar um conjunto de disposições a serem observadas por aqueles que estiverem em funcionamento.

A Portaria 20 entra em vigor a partir da data de publicação e produz efeitos até o término da declaração de emergência em saúde pública, previsto na Portaria 1.565 de 2020. A exceção é o item 7.2 do Anexo I – referente ao fornecimento de máscaras cirúrgicas ou de tecido a todos os trabalhadores –, para o qual o governo estabelece um prazo de 15 dias, a partir da publicação da Portaria. Ou seja, as empresas, inclusive as jornalísticas, têm até o dia 6 de julho desse ano para providenciarem máscaras descartáveis ou reutilizáveis para todos os trabalhadores.

Empregadores devem estabelecer e divulgar aos empregados – e terceirizados – os protocolos necessários para a identificação precoce e afastamento dos trabalhadores com sinais e sintomas; os procedimentos para que todos informem os sinais e sintomas, inclusive de forma remota; instruções sobre higiene; e eventuais necessidades de promoção de vacinação.

Também estão previstas medidas para possibilitar o distanciamento social nas instalações; para uso de equipamentos de proteção individual (EPI); para limpeza e desinfecção de locais de trabalho e áreas comuns; para o transporte fornecido pelas organizações; bem como ações para garantir a higienização das mãos em locais próximos ao trabalho e nas áreas de circulação.

Beneficiários emitem boleto para sacar o valor do Auxílio emergencial

Em virtude das dificuldades imposta pelo governo, a maioria dos beneficiários está buscando alternativas para ter acesso ao dinheiro, que apesar de estar nas contas digitais, não podem ser sacados os transferidos em curto prazo

Legenda Segundo o BC, emitir boleto para si mesmo é legal. Número de pessoas que vem optando por essa prática aumenta com datas distantes para saques e transferências - Foto: Divulgação

De acordo com o calendário oficial do auxílio emergencial, a maior parte dos beneficiários só poderá sacar ou transferir os recursos a partir do final de julho. Quem nasceu em novembro e dezembro têm direito ao saque e transferência apenas no dia 19 de setembro.

Enquanto isso, o dinheiro fica disponível no aplicativo “Caixa Tem”. Pelo app, a pessoa pode pagar boletos, fazer compras pelas maquininhas ou realizar  pagamentos em débito em estabelecimentos que aceitam a modalidade.

No entanto, muito beneficiários alegam que precisam do valor do auxílio emergencial em dinheiro. Com isso, aumentou consideravelmente as pessoas que emitem boletos para elas mesmas.

Boletos no próprio nome

De acordo com o Banco Central (BC), no início do programa, emitir boletos para si mesmo era uma prática “suspeita”. No entanto, atualmente, o BC considera a prática legal.

“Preciso do dinheiro para pagar minhas contas, na maioria dos locais não aceitam esse pagamento em débito, um amigo meu gerou um boleto e resgatou o dinheiro via conta do Nubank”, conta o estudante Cesar Junior Carmo, ele mora na zona rural de Acaraú no Ceará. 

Como funciona

Segundo informações das empresas, o Nubank, por exemplo, oferece conta sem taxa de manutenção. Além disso, não cobra nada para a geração e o pagamento de boletos.

Também, o PagSeguro possibilita antecipar o saque do auxílio emergencial. A conta digital é gratuita e não tem taxas de manutenção, de acordo com a empresa.

Já o aplicativo PagBank informa que o usuário só precisa clicar no botão “Adicionar dinheiro”. Então, selecionar a opção boleto e digitar o valor que será transferido para conta PagBank. O dinheiro, porém, é encaminhado em até 3 dias úteis.

Além disso, o Mercado Pag, também não cobra a abertura e a manutenção da conta. Ainda, é possível fazer a transferência por meio de um boleto gerado pelo app Mercado Pago, para pagamento com o “Caixa Tem”.


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Opinião - Os efeitos desastrosos das notícias falsas

Artigo de Opinião
Jornalista Manoelzinho Canafístula é o editor responsável pelo Blog Os três Guardiões


Ontem (30) fomos surpreendidos por uma operação de busca e apreensão de equipamentos e documentos de duas pessoas, que também foram depor em um inquérito policial aberto para apurar possíveis crimes ligados a disseminação de Fake News, as notícias falsas que ganharam vida nas redes sociais de Acaraú desde o último dia 21 de abril. Após um mês de investigação a Polícia Civil de Acaraú, sob o comando do delegado regional Alaiton Andrade e com apoio da Delegacia especializada em Lavagem de Dinheiro, realizou uma operação, que teve início às 5h da amanhã de ontem dia 30, em duas residências em Acaraú, no bairro Outra Banda e na comunidade rural de Lagoa Grande.

Sem a necessidade de entrar no mérito e nos detalhes já explorados em reportagens e na entrevista ao delegado durante o programa Conexão 92 na Difusora FM, o fato sinaliza um alerta, para as pessoas que, por ausência de princípios, que deveriam lhes ter sido delegados no âmbito familiar, imaginam que podem fazer o que querem na internet e que estarão livres da amputação de crimes, inclusive os crimes contra a honra, utilizando fotos pessoas de pessoas, que não têm responsabilidade alguma sobre os fracassos e insucessos dos autores das práticas criminosas.

Esta emissora já se pronunciou anteriormente via editorial, sobre as publicações anônimas e fez o alerta de que as práticas são vedadas pela Constituição e outras leis que sustentam a liberdade de expressão, liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para práticas criminosas, desrespeito a honra, a dignidade e a história de vida pessoal, profissional e política de quem quer que seja, especialmente de pessoas públicas e que prestam relevantes serviços a sociedade.

O jornalismo existe para manter esse equilíbrio, desse modo, a liberdade mantém uma ligação com o jornalismo e a democracia, onde a liberdade está no centro do desenvolvimento do jornalismo. Todos nós somos livres na manifestação de nossas opiniões, porém o anonimato é vedado e configura crime. As duas pessoas que foram alvos da primeira fase da operação, têm seus nomes preservados para não atrapalhar as investigações em curso, porém mais cedo ou mais tarde seus nomes serão revelados e a sociedade, inclusive seus seguidores e admiradores, pois até quem pratica crimes tem fãs, poderão finalmente saber quem são.

Somos seres humanos movidos por sentimentos, envolvidos pelas emoções, guardamos dentro de nós, desejos e sonhos que muitas vezes não se realizam pelo simples fatos de não sermos ousados a fazer algo, sem com isso, colocar em risco ou afetar a vida de outras pessoas. Os crimes contra a honra são tipificados no código penal brasileiro e são considerados crimes leves, mas que deixam marcas profundas e definitivas na vida das pessoas, especialmente se for uma pessoa pública, nesse caso, as vítimas são agentes políticos e agentes públicos. Quem será capaz de corrigir os erros e distorções cometidos contra a honra de alguém e praticados por um pessoa que não teve coragem de mostrar e rosto e dizer, sou eu o autor desta ou daquela publicação?

O capítulo de ontem, deixa diversas lições de vida para todos nós, a primeira é a de que ninguém precisa ofuscar o brilho do outro para ocupar espaço, seja competente e ocupe seu espaço pelo mérito, antes de acusar alguém procure passar suas informações pelas três peneiras de Sócrates, é isso mesmo, um dos mais famosos filósofos da história, tinha três peneiras e tudo era filtrado por elas. A primeira é a peneira da VERDADE, precisamos ter plena convicção de que o que vamos dizer ou publicar é verdade. Não podemos pautar nossas opiniões no que ouvimos os outros contarem sem saber se o conteúdo é verdadeiro. A segunda peneira é a da BONDADE, se o conteúdo publicado ou falado não for bom, descarte, geralmente o anônimo se esconde atrás de informações ruins. A terceira e última peneira é a da UTILIDADE. Será que essas coisas que não temos certeza que são verdadeiras e boas serão úteis para a nossa vida e para o mundo? Se as pessoas usassem desses critérios, seriam mais felizes e usariam seus esforços, tempo e talentos em outras atividades úteis e construtivas, antes de obedecer ao impulso de simplesmente passar adiante aquilo que não lhes compete ou não representa nenhum interesse.

Os autores e outras possíveis pessoas que foram envolvidas nessa rede criminosa terão suas vidas marcadas para sempre, pelo rótulo de propagadores de notícias falsas e distorcidas com a intenção de prejudicar ou macular a vida, a profissão e história de alguém. Não sejamos cúmplices de tais condutas e coniventes com esse tipo de prática, que deve sob a luz da legalidade, ser pulverizada da sociedade e da vida das pessoas. Em breve as autoridades policiais terão concluído o inquérito e todas as pessoas envolvidas, mesmo aquelas que inconscientemente foram induzidas ao erro, terão que prestar contas, seja com a justiça ou com a própria consciência, essa última é a mais pesada e severa de todas.

Sejamos sempre seres maravilhosos na criação de nosso DEUS.

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