Os Três Guardiões: Empresa dos EUA negocia investir R$ 50 mi em conserva de atum no CE

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Empresa dos EUA negocia investir R$ 50 mi em conserva de atum no CE

Secretário executivo do Agronegócio da Sedet revela que o Ceará negocia a captação de uma nova indústria de pesca em conserva de atum. Japoneses, segundo ele, também estão interessados em comprar o pescado cearense

Diário do Nordeste

Além da empresa americana, o Governo do Estado terá uma reunião com japoneses para negociar a compra do atum produzido no Ceará. Foto: Marcelino Júnior

O Ceará poderá ganhar um novo investimento de pelo menos R$ 50 milhões nas próximas semanas. Segundo o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Silvio Carlos Ribeiro, o Estado deverá se reunir com uma empresa dos Estados Unidos que planeja a entrada no mercado cearense. Inicialmente, o projeto contaria com apenas um setor de embarcações e pesca, mas poderia ser expandido para a instalação de uma indústria de conserva posteriormente.

"Nesta semana, nós teremos uma reunião com uma empresa dos Estados Unidos que quer instalar uma indústria de atum aqui no Ceará, de conserva de atum e, talvez, parte de lagosta também", disse o secretário executivo.

Ele revela que a empresa iria trabalhar no pescado, com embarcações, mas principalmente com conserva do pescado. "Já temos a Crusoé, que é uma empresa vinculada a um grupo espanhol e que está em crescimento. Tem a possibilidade de investimento de R$ 100 milhões nos próximos anos e que quer investir mais. O setor de atum está crescendo aqui no Ceará", disse.

A reunião com a empresa dos Estados Unidos deverá acontecer na sexta-feira (20).

Japoneses

Além dos americanos, o Governo do Estado deverá começar a negociar com uma empresa japonesa. O interesse nipônico, no entanto, está no âmbito comercial, visando a compra do atum produzido no Ceará. "O investimento dos americanos seria em torno de R$ 50 milhões, mas ainda vamos negociar porque essa parte de R$ 50 milhões está relacionada apenas ao setor de embarcações e pesca do projeto. A parte de conserva ainda precisa ser considerada e conversada, mas vamos começar a ter esse diálogo nesta semana", completou.

Segundo Silvio Carlos, o Japão estaria enfrentando problemas com a pesca do atum no país e precisaria aumentar o nível da oferta para atender a elevada demanda do mercado interno. O interesse dos japoneses seria também de aumentar a qualidade do atum cearense antes de comprar parte do insumo. Representantes da Sedet deverão se reunir com os japoneses na próxima quarta-feira (18).

"Dia 18 teremos essa reunião lá (no Japão). Mas com os japoneses é diferente, pois eles querem comprar o nosso atum. Eles querem melhorar a qualidade do nosso atum para comprar porque eles estão com sérios problemas na pesca e consumem muito esse tipo de peixe, e aqui nós temos atum de ótima qualidade, então eles querem fazer essa parte de comércio", explicou o secretário executivo.

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